RESUMO: Esta
exposição se divide em dois momentos distintos.
A primeira parte visa explicitar algumas reflexões sobre
o desenvolvimento psicológico, caracterizando os conceitos
de ação internalizada e zona de desenvolvimento
proximal. Na segunda parte, fazem-se algumas considerações
acerca da influência da educação no desenvolvimento
psíquico.
1 – A NATUREZA SOCIAL E CULTURAL DO DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO
Na formulação
da teoria sócio-histórica, Vygotsky nos aponta bases
para novos olhares entre o plano social e individual da ação
e nos mostra que o desenvolvimento psicológico se dá
no curso de apropriação de formas culturais maduras
de atividade. Além do mais, traz uma grande contribuição
para a educação, na medida em que discute sobre as
características psicológicas tipicamente humanas,
suscitando questionamentos, diretrizes e formulações
de alternativas no plano pedagógico.
Ao dizer que o sujeito
constitui suas formas de ação em atividades e sua
consciência nas relações sociais, Vygotsky aponta
caminhos para a superação da dicotomia social/individual,
pois a ação do sujeito é considerada a partir
da ação entre sujeitos e o sujeito só é
sujeito no contexto social. Assim, o psicológico só
pode ser compreendido nas suas dimensões social, cultural
e individual.
A gênese social
do desenvolvimento pode ser evidenciada através da identificação
de mecanismos pelos quais o plano intersubjetivo permite elevar
as formas de ação individual. Leontiev diz que as
ações humanas são consideradas como formas
de relação do homem com o mundo, dirigidas por motivos,
por fins a serem alcançados. Assim, o papel da intersubjetividade
permite elevar-se no modo pelo qual ocorrem as transformações
do caráter da ação, por exemplo:
Inicialmente,
diante de um objeto inacessível, a criança apresenta
os movimentos de alcançar e agarrar. Esses movimentos são
naturalmente interpretados pelo adulto e, através da ação
deste, o objeto é alcançado pela criança.
Com isso, os movimentos da criança afetam a ação
do outro e não o objeto diretamente. A atribuição
de significado que o adulto dá à ação
da criança permite que esta passe a transformar o movimento
de agarrar em gesto de apontar. O gesto forma-se pela mudança
de função e de estrutura dos movimentos, que deixam
de conter os componentes do agarrar. Uma ação dirigida
ao objeto transforma-se num sinal para o outro agir em relação
ao objeto. E o gesto, com seu caráter comunicativo, é
criado na interação. Desse modo, a orientação
passa a ter controle de uma forma de sinal (ainda que rudimentar)
a partir das relações sociais. (Góes,
1991, pp.17-18)
O desenvolvimento
é alicerçado, assim, sobre o plano das interações.
O sujeito faz uma ação que tem inicialmente um significado
partilhado. Nesse sentido, é importante desenvolvermos o
conceito de ação internalizada e zona de desenvolvimento
proximal para entendermos melhor que o desenvolvimento é
socialmente constituído.
1.1. O Desenvolvimento e a Ação Internalizada
As funções
psicológicas que surgem e se firmam no plano da inter-relação,
tornam–se internalizadas, isto é, transformam-se para
se constituir em funcionamento interno. Esse plano interno,
intra-subjetivo, é não um plano de consciência
preexistente que é atualizado, pelo deslocamento da fonte
de regulação para o próprio sujeito (LEONTIEV,1978)[2].
Dessa forma, longe
de ser uma mera cópia do externo, o funcionamento interno
é resultante de uma apropriação das formas
de ação que estão intimamente interligadas
a estratégias e conhecimentos dominados pelo sujeito como,
também, a ocorrências no contexto interativo.
Os meios utilizados
pelo outro, para colocar limites e/ou interpretar as ações
do sujeito e os meios empregados pelo sujeito, para fazer o mesmo
em relação à ação do outro, são
transformados em recursos para o sujeito regular a sua própria
ação. Dessa relação nasce a auto-regulação,
que é fundamento do ato voluntário. Assim, fica caracterizado
o processo pelo qual o funcionamento do plano intersubjetivo permite
criar o funcionamento individual.
Para ilustrar o citado
acima fazemos referência à fala egocêntrica.
No desenvolvimento
inicial, a fala do outro
dirige a atenção e a ação da criança;
aos poucos, a criança também usa a fala para afetar
a ação do outro. A partir dessa fala multifuncional
vem delinear-se uma diferenciação: ao mesmo tempo
que a criança compreende e usa melhor a fala na regulação
de/pelo outro, ela começa a falar para si. Surge a chamada
fala egocêntrica, que abrange uma variedade de referências
à situação presente e á ação
em ocorrência. Tais referências passam, aos poucos,
a corresponder a uma forma de descrição e análise
da situação. Depois, servem para organizar e guiar
a ação; assumem uma função auto-reguladora.
Esse uso individual da fala torna-se claro não só
pelo que é falado como também pela variação
da quantidade de fala conforme a complexidade da situação
abordada. (Góes, 1991, p.19)
Nesse processo, a
criança, através da fala, passa a tomar a sua própria
ação como objeto, o que evidencia a interdependência
dos cursos de evolução da fala e da ação
inteligente.
Portanto, é
a evolução da fala multifuncional desenvolvida num
plano interativo que diferenciará as funções
comunicativa e individual. No crescente uso da fala, há implicações
da regulação das próprias ações,
o que especifica a função individual. É justamente
por essa mudança de função que a fala egocêntrica
internaliza-se; não se dissipa mas dará lugar ao discurso
interno, que, por sua vez, se refinará nesse novo plano.
Anteriormente, dissemos
que o plano interno não é constituído de reproduções
das ações do meio externo. Logo, ocorre transformações
na fala ao longo dessa internalização. Inicialmente,
a fala começa sucedendo ou acompanhando a ação
a que se refere e passa depois a precedê-la, assumindo a função
organizadora/planejadora.De outro lado, a fala se condensa ou abrevia,
configurando-se uma nova sintaxe de caráter predicativo e
contraído.
Consideramos, de maneira
resumida, que o plano intra-subjetivo de ação é
formado pela internalização de capacidades originadas
no plano intersubjetivo. Vale enfatizar, aqui, que o plano intersubjetivo
não é o plano “do outro” mas
da relação do sujeito com o outro. Podemos
então afirmar que é na relação com o
outro, ou seja, nas experiências de aprendizagem que o desenvolvimento
se processa. Recorremos assim ao conceito de zona de desenvolvimento
proximal.
Vygotsky diz que aprendizagem
é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações,
habilidades, atitudes, valores, etc. a partir de seu contato com
a realidade, o meio ambiente, as outras pessoas. É um processo
que se diferencia das posturas inatistas e dos processos de maturação
do organismo e das posturas empíricas que enfatizam a supremacia
do meio no desenvolvimento. Pela ênfase dada aos processos
sócio-históricos, na teoria vigotskiana, a idéia
de aprendizagem inclui a interdependência dos indivíduos
envolvidos no processo.
A concepção
de que é o aprendizado que possibilita o despertar de processos
internos do indivíduo liga o desenvolvimento da pessoa a
sua relação com o ambiente sócio-cultural em
que vive e reconhece que a situação do homem como
organismo não desenvolve plenamente sem o suporte de outros
indivíduos de sua espécie. Assim, o conceito de zona
de desenvolvimento proximal diz respeito a funções
emergentes no sujeito, a capacidades ainda manifestadas com apoio
em recursos auxiliares oferecidos pelo outro. O que irá caracterizar
o desenvolvimento proximal é justamente a capacidade que
surge e desenvolve de modo partilhado. Com seu burilamento e internalização,
o desenvolvimento se consolida, abrindo sempre novas possibilidades
de funções emergentes.
A zona de desenvolvimento
proximal refere-se, assim, ao caminho que o indivíduo vai
percorrer para o desenvolver funções que estão
em processo de amadurecimento e que se tornarão funções
consolidadas, estabelecidas no seu nível de desenvolvimento
real. A zona de desenvolvimento proximal é, pois, um domínio
psicológico em constante transformação; aquilo
que uma criança é capaz de fazer com a ajuda de
alguém hoje, ela conseguirá fazer sozinha amanhã.
É como se o processo de desenvolvimento progredisse mais
lentamente que o processo de aprendizado; o aprendizado desperta
processos de desenvolvimento que, aos poucos, vão tornar-se
parte das funções psicológicas consolidadas
do indivíduo. (Oliveira, 1995, p.60)
Nesse movimento, as
experiências de aprendizagem vão gerando a consolidação
e a automatização de formas de ação
e abrindo zonas de desenvolvimento proximal. Assim a potencialidade
do sujeito não é um simples vir-a-ser que se atualiza
pela influência social, como se já fosse algo pré-suposto,
mas que se cria na ocorrência concreta de capacidades emergentes
que se manifestam em algum grau, embora ainda com apoio de outros
sujeitos.
A aprendizagem
que se origina no plano intersubjetivo constrói o desenvolvimento.
Todavia os dois processos não podem ser feitos equivalentes,
pois nem toda a experiência de aprendizagem afeta o desenvolvimento
de igual modo. Para ter repercussão significativa, a experiência
tem de ser tal que permita conhecimentos de um grau maior de generalidade
em relação a um momento dado do desenvolvimento
do sujeito. A generalidade do conhecimento é entendida
com base em duas dimensões: o espaço de abrangência
de aplicação do conhecimento ao real e o nível
de sua independência em relação ao imediato-concreto,
ao sensível. Assim sendo, as experiências é
que fazem deslocar as funções psicológicas
nos contínuos de sensível-imediato e de restrito-abrangente
que têm o efeito de fazer avançar o desenvolvimento.
A “boa” aprendizagem é aquela que consolida
e sobretudo cria zonas de desenvolvimento proximal sucessivas.
(Góes, 1991, p.20)
1.2. O Desenvolvimento e o Sujeito Interativo
A intersubjetividade
está na gênese da atividade individual e participa
da construção das formas de ação autônoma
ou da auto-regulação. Não se concebe uma construção
individual sem a participação do outro e do meio social,
o que torna imprescindível a relação intersubjetiva,
pois é nesse espaço relacional que há a possibilidade
do conhecimento.
O intersubjetivo não
é o plano do outro mas o da relação com o outro,
o seu reflexo sobre o intra-subjetivo não é de caráter
especular e nem suas ações internalizadas são
a reprodução de ações externas mediadas
socialmente. Dessa forma, o conhecimento do sujeito não é
dado do externo para o interno, suas ações não
são delineadas pelo meio externo e nem o seu conhecimento
é cópia viva do objeto. Não se trata de um
sujeito passivamente moldado pelo meio, nem de um sujeito assentado
em recursos só individuais. O sujeito não é
passivo e nem apenas ativo: é interativo
A maneira de ver o
sujeito, na teoria de Vygotsky, e de ver o seu desenvolvimento confere
à teoria uma postura “sócio-interacionista”,
pela colocação de que o conhecimento é construído
na interação sujeito-objeto e de que essa ação
do sujeito sobre o objeto é socialmente mediada.
A autonomia
do sujeito e a regulação de suas ações
constroem-se sobre interações. Há, mais e
mais, um domínio dos meios de ação que antes
eram partilhados de alguma forma, em algum grau. A linha do desenvolvimento
é, em conseqüência, uma linha de diferenciação
e formação do indivíduo, de individuação
do seu funcionamento. A criança é um ser social
que se faz indivíduo ao mesmo tempo que incorpora formas
maduras de atividade de sua cultura. Individualiza-se e se socializa.
A relação social/individual implica, portanto, vinculação
genética e constituição recíproca.
(Góes, 1991, p.21)
Os processos de incorporação
da cultura e individuação permitem a passagem de formas
elementares de ação a formas complexas, mediadas.
As funções psicológicas superiores (percepção,
memorização, atenção, pensamento e imaginação)
são marcadas pelo uso de recursos mediacionais internalizados.
O alcance de formas superiores ocorre de modo descontínuo;
os avanços são resultado de revoluções,
que consistem de momentos de emergência de novas formas de
mediação. Tais mudanças podem ser interpretadas
como uma crescente descontextualização de recursos
mediacionais ou uma crescente independência dos significados
em relação ao contexto espaço-temporal em que
estes foram construídos. Essa libertação do
imediato produz-se por mudanças geradas no plano interativo.
2 - APENAS O HOMEM PODE EDUCAR O HOMEM
Considerando a importância
da relação intersubjetiva para o crescimento individual,
podemos considerar que o ato de educar só pode ser vivenciado
pelo homem e que se realiza apenas e somente no meio social, ou
seja, numa interação que realmente seja partilhada.
Desta forma, as características
de cada indivíduo vão sendo formadas a partir das
inúmeras e constantes interações do indivíduo
com o meio, compreendido como contexto físico e social, que
inclui as dimensões interpessoal e cultural. Nesse processo
dinâmico, ativo e singular, o indivíduo estabelece,
desde o seu nascimento e durante toda a sua vida, trocas recíprocas
com o meio, já que, ao mesmo tempo que internaliza as formas
culturais, as transforma e intervém no universo que o cerca.
Assim, as características
do funcionamento psicológico como o comportamento de cada
ser humano são, nesta perspectiva, construídos ao
longo da vida do indivíduo através de um processo
de interação com o seu meio social, que possibilita
a apropriação da cultura elaborada pelas gerações
precedentes. Cada indivíduo aprende a ser um homem. O
que a natureza lhe dá quando nasce não basta para
viver em sociedade. É lhe preciso adquirir o que
foi alcançado no decurso do desenvolvimento histórico
da sociedade humana. (LEONTIEV, 1978, p.267)[3]
Nesse sentido, podemos
dizer que o homem apenas pode ser educado pelo homem. Então
o que seria educação? Em termos abrangentes, como
menciona Duarte Junior (1981):
Numa perspectiva ontológica,
pode-se dizer que a educação significa colocar o indivíduo
em contato com os sentidos que circulam em sua cultura, para que
ele possa assimilá-los e nela viver. Isso não significa
que estará assimilando todas as informações
com uma atitude passiva, ao contrário, para que se tenha
uma boa aprendizagem é necessário uma atividade que
seja consciente, participativa e transformadora da realidade interna
e externa do indivíduo.
Considerando que o
desenvolvimento psíquico é definido, visto anteriormente,
como um reflexo ativo da realidade, produzido e desenvolvido a partir
da prática social, com a participação da prática
do indivíduo, que orienta a sua vida frente ao mundo e aos
demais indivíduos, a educação apresenta-se
como um componente importante para o confronto de informações
culturais, que possibilita o continuum processo do conhecimento
e da constituição do psiquismo.
Assim, reconhecemos
que o conhecimento é continuamente criado e recriado e não
existe separado da consciência humana; é produzido
por nós coletivamente, buscando e tentando dar sentido ao
nosso mundo.
Conhecimento
... necessita a presença curiosa de sujeitos confrontados
com o mundo. Requer sua ação transformadora sobre
a realidade. Demanda uma constante busca ... No processo de aprendizagem
a única pessoa que realmente aprende é aquela que...
re-inventa o que aprende. (Freire)[4]
Vygotsky dá
uma atenção especial à educação
por considerar que ela possibilita desenvolver modalidades de pensamento
bastante específicas, possuindo um papel diferente e insubstituível,
na apropriação pelo sujeito da experiência culturalmente
acumulada. Justamente por isso, ela representa o elemento imprescindível
para a realização plena do desenvolvimento psíquico
dos indivíduos já que promove um modo mais sofisticado
de analisar e generalizar os elementos da realidade: o pensamento
conceitual.
Para ele, o universo
da educação escolar torna acessível ao sujeito
o conhecimento formalmente organizado e que o desafia a entender
as bases dos sistemas de concepções científicas
e a tomar consciência de seus próprios processos mentais.
Ao interagir
com esses conhecimentos, o ser humano se transforma: aprender
a ler e a escrever, obter o domínio de formas complexas
de cálculos, construir significados a partir das informações
descontextualizadas, ampliar seus conhecimentos, lidar com conceitos
científicos hierarquicamente relacionados, são atividades
extremamente importantes e complexas, que possibilitam novas formas
de pensamento, de inserção e atuação
em seu meio. Isto quer dizer que as atividades desenvolvidas e
os conceitos aprendidos na educação escolar (que
Vygotsky chama de científico) introduzem novos modos de
operação intelectual: abstrações e
generalizações mais amplas acerca da realidade (que
por sua vez transformam os modos de utilização da
linguagem). Como conseqüência, na medida em que o sujeito
expande seus conhecimentos, modifica sua relação
cognitiva com o mundo. (Rego, 1996, p.104)
Nesse sentido, o importante
no processo educacional é a formação da consciência
que é de certa forma determinada pela natureza das relações
que a engendra: trata-se das relações sociais com
as quais cada sujeito realiza sua atividade coletiva, onde o trabalho
ocupa lugar central. Vygotsky, assim, enfatiza que a relação
ensino e aprendizagem é um fenômeno complexo, pois
diversos fatores de ordem social, política e econômica
interferem na dinâmica da sala de aula, isto porque a escola
não é uma instituição independente,
está inserida na trama do tecido social. Desse modo, as interações
estabelecidas na escola revelam facetas do contexto mais amplo em
que o ensino se insere.
Um educação
voltada para a realidade existencial do sujeito e fundamentada nela,
tem maior significado, pelo fato já visto de que nossa compreensão
está radicada na vivência que temos do mundo. Assim,
na multiplicidade de sentidos de nossa cultura, o educando somente
pode apreender e aprender aqueles que o auxiliem a compreender-se.
... E nisto
reside a capacidade criadora: construir, a partir do existente,
um sentido que norteie nossa ação enquanto indivíduos.
Ou seja: reside na busca de nossos valores, dentre os inúmeros
provenientes da estrutura cultural. A educação que
pura e simplesmente transmite valores asfixia a valoração
como ato. O ato de valoração e significação
somente se origina na vida concretamente vivida; valores e significados
impostos tornam-se, portanto, insignificantes. A educação
é, fundamentalmente, um ato carregado de características
lúdicas e estéticas. Nela procura-se que o educando
construa sua existência ordenadamente, isto é, harmonizando
experiências e significações. Símbolos
desconectados de experiências são vazios, são
insignificantes para o indivíduo. Quando a educação
não leva o sujeito a criar significações
fundadas em sua vida, ela se torna simples adestramento: um condicionamento
a partir de meros sinais. (Duarte Junior, 1981, p. 56)
A educação,
tendo o seu papel de desenvolver pensamentos superiores, auxilia
no desenvolvimento psíquico do sujeito, pois a intersubjetividade
existente nesse espaço e as relações ali estabelecidas
ampliam o horizonte e a consciência, ou seja, modifica o modo
de ver e relacionar com o mundo. É um fator de enriquecimento
para o desenvolvimento do ser humano.
Como conclusão,
podemos considerar que a educação é um dos
locus onde ocorre a ampliação da consciência
e que busca uma visão totalizante do fenômeno humano,
estimulando a criação de sentidos individuais com
relação ao todo da vida. Promove um autoconhecimento,
que permite maior equilíbrio entre o sentir, o pensar e o
fazer. Caso ela não cumpra esse objetivo, estará contribuindo
para a cisão da personalidade humana.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DUARTE JUNIOR,
João Francisco. Fundamentos Estéticos
da Educação. São Paulo: Cortez, 1981.
p.45-65
GÓES, Maria Cecília, A natureza
social do desenvolvimento psicológico. In: Cadernos
CEDES – Centro de Estudos Educação e Sociedade
– Pensamento e Linguagem: estudos na perspectiva da psicologia
soviética. 2ª ed., São Paulo: Papirus, 1991,
p.17-24
OLIVEIRA, Marta Kohl de, Vygotsky. Aprendizado
e desenvolvimento um processo sóocio-histórico.
São Pauo: editora Scipione, 1995.
REGO, Teresa Cristina. Vygotsky. Uma perspectiva
histórico-cultural da educação. RJ: Vozes,
1995.
____________________________________________________________________________________________________
[1]Texto
elaborado a partir do Projeto Interdisciplinar: “A natureza,
o homem, a cultura e o lugar da educação”, desenvolvido
no 2º período do Curso Normal Superior (CNS) –
UEMG/FUNEDI – ISED/ISEC, 1º semestre de 2002
[2]
LEONTIEV, (1978). O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Horizonte
Universitário.
[3]
LEONTIEV, (1978). O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Horizonte
Universitário
(...) a educação pode ser entendida como um processo
pelo qual os indivíduos adquirem sua personalidade cultural.
Ou seja, educar-se é, primeiramente, adquirir a “visão
de mundo” da cultura a que se pertence; educar-se diz respeito
ao aprendizado dos valores e dos sentimentos que estruturam a comunidade
na qual vivemos (...) nela, “hominizamo-nos”. (Duarte
Junior, 1981, p.54)
[4]
Trecho extraído do livro Rdcuação Matemática,
de Maria Aparecida Bicudo ao discutir o assunto epistemologia de
Paulo Freire, ed. Moraes, sd., p.104. |